Tempo, Temperatura e Pressão na Sublimação - Diferencial Print

Tempo, Temperatura e Pressão na Sublimação

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Dominar a sublimação requer muita prática diária. Não que a teoria seja bastante diferente da ação, não se trata exatamente disso, mas as particularidades de cada produto, o jeito mais fácil de prensar um certo tipo de material, os caminhos para se evitar problemas, enfim, tudo aquilo que cerca o ambiente de uma personalização é facilmente compreendido e executado com a mão na massa e o passar tempo.

Este artigo vai abordar um pouco de teoria combinada com prática e tentar passar o conhecimento sobre três pontos importantes da sublimação que são indissociáveis no trabalho em conjunto entre eles: Tempo, Temperatura e Pressão. Para uma estampa bem-sucedida, brilhante, bonita e duradora é necessário entender o tempo que o substrato vai ficar na prensa, a temperatura de sublimação aplicada sobre ele e a pressão exercida pela prensa térmica para que a arte seja transportada. Não há êxito no final se uma dessas partes for mal configurada.

Acompanhe o texto e entenda um pouco mais sobre os três tópicos, a importância individual de cada um, como eles atuam em consonância e os resultados que uma configuração ruim de apenas um deles pode causar. Também daremos dicas para minimizar riscos de falha na produção a partir das dificuldades mais comuns envolvendo esses fatores – e não esquente com isso, errar faz parte do processo.

Vamos nessa!

 

Entendendo a Sublimação

Nunca é demais lembrar o conceito técnico que leva a arte impressa no papel sublimático à personalização de um tecido, caneca ou qualquer outro artigo sublimável, não é mesmo?

O calor e o tempo aplicados na prensagem é o que vão fazer com que as duas superfícies (papel com a arte e substrato) entrem em contato e a vaporização ocorra, com as tintas em estado sólido sendo transformadas para o estado gasoso instantaneamente, fixando-se no produto escolhido para receber a estampa. A pressão é o elemento aqui abordado que é mais maleável e fácil de ser compreendido, uma vez que para a maior parcela dos itens não é necessário colocar pressões térmicas elevadas. Apenas a configuração de compressão média normalmente dá conta do trabalho.

Uma vez compreendida a teoria, passamos para a execução. É necessário compreender de imediato que a má abordagem de um dos componentes pode acarretar em perda e/ou danos em materiais, arte não fixada, opaca e/ou sem brilho, frustração por uma tarefa mal executada e impacto (que pode ser elevado) nos seus investimentos. E como não queremos que isso ocorra, entraremos nos detalhes sobre cada um a partir de agora.

 

O Tempo

Indispensável para uma estampa feita na medida certa, o tempo nada mais é do que o período no qual o substrato permanecerá na prensa térmica durante o andamento da personalização. Se você por um acaso está pensando em cronometrar o tempo preciso para não passar nenhum segundo a mais, calma que temos uma boa notícia: as prensas modernas vêm com painel de configuração (que pode ser digital ou não) em que é possível determinar o tempo para prensagem, e em algumas delas até mesmo um alarme sonoro é disparado quando a duração se encerra. Fácil, não?

São poucos os produtos que passam do prazo médio de 25 segundos na prensa. Em geral, os materiais compostos de vidro, polímero ou alumínio (copos, canecas, squeezes, porta retrato, relógios e etc), azulejos e capas para celular são os que necessitam de um maior período (podendo chegar a 200 segundos ou mais). Isso é quase uma via de regra, o indicado é sempre se atentar não somente ao tempo como também ao desempenho da prensa para entender se o ajuste está adequado.

 

A Temperatura

O calor no instante da prensagem pode atingir picos de mais de 200ºC (duzentos graus Célsius), então atenção: nunca retire os objetos da prensa assim que finalizados e sem os equipamentos de segurança adequados. Use luvas, panos e até mesmo máscara, a prensa térmica SEMPRE estará quente pouco tempo depois do processo e isso pode ser perigoso.

As tintas sublimáticas e pigmentadas, para terem efeito no substrato, precisam da aplicação de temperatura intensa sobre si. As máquinas de estampar vêm com painéis de ajustes de temperatura, então não há com o que se preocupar. Você precisa se atentar apenas no ajuste do calor médio para cada material. Vidros e azulejos costumam necessitar de 200ºC de temperatura média, entretanto a maior parcela dos itens para sublimação é plenamente moldada a 180ºC.

Uma observação valiosa é entender a fundo sua máquina para medir a qualidade da estampa. Faça um teste com apenas um objeto, retire-o e veja o resultado. Com o passar dos dias se tornará automático o manuseio do equipamento e o ajuste preciso da temperatura, minimizando perdas e maximizando resultados.

 

A Pressão

Como mencionado mais acima, a pressão é o fator mais maleável e fácil de compreensão, entretanto ela é tão influenciável para um negócio bem feito quanto os outros dois. Uma pressão imposta de forma elevada pode deteriorar a forma do produto tanto pelo impacto da prensa como também no instante da aplicação da temperatura em pressão elevada, superaquecendo o material.

São apenas três pressões possíveis para se aplicar: leve, média e forte. Uma dica que a Diferencial Print dá é não aplicar pressões elevadas para itens pequenos ou pouco rígidos, como canetas, azulejos, mouse pad e alguns tipos de tecidos. São poucos os artigos que necessitam de pressão forte: quebra-cabeças e MDF são os mais comuns nesse sentido.

 

Como configurar o tempo, temperatura e pressão?

Para facilitar o trabalho de todos, as prensas mais recentes do mercado apresentam painel de configuração para os três componentes. Aqui na Diferencial Print você tem um catálogo extenso de prensas para os mais diferentes produtos, clique aqui e escolha a que mais se adequa ao seu negócio no momento.

Várias delas também possuem alarme sonoro indicando o fim do tempo colocado, o que ajuda demais na organização e evita os transtornos possíveis de acontecer – como por exemplo esquecer o item na prensa e passar do tempo apropriado.

Novamente batemos na tecla de que é preciso estudar os materiais e saber o perfil médio de cada artigo para iniciar a estamparia. Essa direção vai ser fundamental na obtenção de personalizações 100% perfeitas e sem prejuízos no caminho.

 

Considerações finais

Esperamos que esse texto um pouco mais voltado à instrução e recomendação tenha dado uma luz para sua compreensão dos elementos fundamentais na personalização de canecas, camisetas, chinelos, bonés e tantos outros objetos possíveis de se trabalhar na sublimação. Ter a noção precisa de tempo, pressão e temperatura vai te dar a munição necessária para alavancar seus resultados e reduzir as falhas que são o tormento de todo o negócio.

Fique conosco para mais dicas e informações nos próximos posts. Até a próxima!

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