Saiba tudo sobre Papel para Sublimação - Diferencial Print

Saiba tudo sobre Papel para Sublimação

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Tão importante quanto a impressora, a tinta e o tipo de prensa para estampar seu produto, o papel para sublimação tem fundamental atuação na garantia de uma arte viva, brilhante e durável. Esta etapa do processo de sublimação gera dúvidas que vão desde as diferenças dos papéis existentes no mercado, bem como suas vantagens e desvantagens, até os melhores tipos de papéis para se usar com cada substrato (camisa, caneca, boné, azulejo, entre outros).

Convidamos você para acompanhar este texto e sanar possíveis dúvidas quanto a utilização deste componente muito importante do universo da estamparia. Um papel sublimático de qualidade é indispensável para atingir bons trabalhos e deixar o item personalizado com uma arte duradoura e completamente fixada.

Acompanhe o blog da Diferencial Print e esteja por dentro sobre esse e outros temas do mundo da sublimação que abordamos aqui. Vamos nessa!

 

O que é e por que usar papel sublimático?

O papel sublimático é um tipo específico de papel produzido para trabalhar com tinta sublimática. Ele tem uma produção diferenciada e fica visível se você o comparar com os papéis comuns usado em impressões do dia a dia, isso porque a resina presente nele evita que a tinta seja absorvida e ao mesmo tempo transporta ao item de personalização as cores vivas exatamente como a arte original foi impressa.

Trocando em miúdos, o papel sublimático não absorve a tinta para si, ele faz a função de largar 100% da pigmentação da arte no artigo que irá à prensa e isso faz dele o ideal a esta tarefa. Por que você deve usá-lo? Simples, a impressão da arte em outro papel vai tornar sua estampa opaca e sem vida após a sublimação.

Experimente usar outro papel que não seja o sublimático, tome como nota um sulfite, por exemplo. Não será problema nenhum imprimir a arte na impressora, mas leve-o à prensa fixada no item a ser personalizado e veja o resultado final. A arte não será totalmente transportada, além disso, dependendo das condições de temperatura, pressão e tempo da prensa, o papel poderá apresentar danos. É isto o que ocorre quando um papel impróprio é colocado no meio do processo, simplesmente não há ganho algum e a qualidade se perde no caminho.

Atenção!

Tratando-se especificamente de TECIDOS, há dois papéis destinados à produção: o sublimático e o transfer. O que diferencia ambos é que o uso do transfer é destinado não somente aos materiais poliéster, como também algodão. Mas, por outro lado, a durabilidade da estampa não é tão boa se comparação ao sublimático, isto porque nesse caso a tinta é menos importante que o papel, e não o contrário.

O mercado oferece uma variedade de papéis e com isso aparece as dúvidas sobre qual o melhor, as vantagens de cada um, o valor de investimento e etc. Desde já asseguramos que o fator preço não pode ser o maior balizador do seu trabalho. Para um resultado profissional com sublimação, a escolha dos melhores materiais com garantia assegurada de boas expectativas é indissociável.

A seguir, mostraremos os papéis mais comuns encontrados nesse meio e também comentar um pouco sobre seus pontos positivos – e negativos, se houver.

 

Tipos de papéis

Elencamos abaixo seis modelos de papéis mais conhecidos e que fazem parte do mercado da sublimação. Demonstraremos suas aplicações, ganhos e especificidades de cada um. Mas já adiantamos: nem todos eles são próprios para estamparia. Confira!

  • Papel Sublimático Fundo Azul

O papel sublimático resinado fundo azul é padrão para qualquer tipo de trabalho com sublimação. Sua composição permite a transferência fidedigna das artes com as cores vivas e condizente com o perfil de cores configurado. É, possivelmente, o modelo mais utilizado no mercado.

Ele pode ser usado tanto na estampa de tecidos com pelo menos 60% de poliéster na composição como na arte de produtos mais rígidos (como canecas, squeezes, placas e etc). Não há muitas variações desse papel, logo torna-se mais fácil de comprar e com menos possibilidade de experiência negativa. Ainda que seja um material com alta sensibilidade à umidade, exigindo um cuidado maior do que o normal, é a nossa primeira indicação de qualidade comprovada.

  • Papel Sublimático Fundo Rosa

De qualidade semelhante ao papel fundo azul, mas diferenciado na cor de fundo, o papel sublimático fundo rosa também é altamente indicado para suas personalizações. O que diferencia ambos é exatamente a pigmentação do fundo: enquanto o anterior é azul, uma cor mais neutra, este é rosa.

Como ponto positivo, o tratamento deste papel impede que a tinte vaze para o outro lado e manche sua prensa. A secagem do papel fundo rosa é rápida e transmite ao item estampado todo o perfil de cores fielmente reproduzido na arte. O único adendo mais específico é sua condição de armazenagem, recomenda-se que fique guardado em uma estufa com peso por cima.

  • Papel Sublimático Fundo Branco

A utilização do papel sublimático fundo branco é indicada tanto para iniciantes quanto aos mais experientes. Por ser bastante simples, não requer tanto conhecimento de quem entra nesse ramo e é costumeiramente a indicação mais precisa. Retém pouca umidade, tem secagem rápida e apresenta ótima qualidade na produção de materiais rígidos.

Como ponto negativo se comparado aos modelos anteriores, será preciso testá-lo mais vezes até chegar a um tempo e temperatura ideal (e isso pode acarretar em perda de material). É um papel com bastante variações de marcas no mercado, o que interfere diretamente na qualidade de marca para marca.

  • Papel Matte

O papel matte é indicado aos trabalhos em que não é necessário o brilho no resultado final. A principal diferença em comparação com os demais já citados é que ele não tem resina aplicada na superfície, o que já elimina a utilização em tecidos. O efeito para impressões em preto e branco é bastante satisfatório.

Não é um papel próprio para a sublimação salvo utilização em estampas de cores preto e branco. Indicado para trabalhos com canecas. Um ponto negativo é o fato de absorver muita tinta, esse fator pode causar manchas na prensa ou uma sublimação um pouco mais trabalhosa.

  • Papel Transfer OBM

Próprio para tecidos escuros, o papel transfer OBM é uma espécie de adesivo termo colante de fundo branco para camisetas com tonalidades coloridas e, sobretudo, escuras. Seu maior ganho é possibilitar a liberdade de trabalhar com transfer para impressoras a laser, jato de tinta e sublimática.

A parte branca do OBM obrigatoriamente saíra na sua camiseta, sendo assim recomenda-se uma personalização que preencha o máximo possível do quadro. O processo de sublimação com este material é igual aos demais e a durabilidade de estampa pode variar conforme condições de lavagem do tecido.

  • Papel Sulfite

Se você se manteve atento nas informações do texto, provavelmente já bateu o olho pensando que o papel sulfite não é próprio para a sublimação. E não é mesmo. A única aplicação dele é em tecidos 100% poliéster e mesmo assim a chance da arte não fixar completamente e deixar sinais opacos é bastante considerável. Portanto, a recomendação é: não invista nesse material.

Por ser fácil de ser comprado em qualquer papelaria, o custo de investimento é bruscamente mais baixo se comparados a todos os demais papéis já citados. Muita gente investe nele sem saber que a absorção da tinta é mais alta e a transferência de pigmentação é baixa, podendo até mesmo manchar o equipamento. É o menos indicado para trabalho com personalizações.

 

Ajustes e armazenamento do papel

Sempre ajuste a impressora ao formato do papel que será utilizado, considerando as proporções de tamanho do item a ser sublimado. Não esqueça de sempre usar tinta sublimática na impressão da arte no papel sublimático e se for transferir o desenho ao substrato logo após a impressão, evite passar a mão sobre a área da arte impressa.

O uso da fita térmica é imprescindível. Ela é própria para sublimação e não deforma com a alta temperatura de prensagem, além de fixar 100% o seu papel no produto que será estampado. Busque sempre armazenar seu papel em local seco e dentro do plástico, assim evita que a resina sofra danos.

 

Considerações finais

Esperamos que esse texto tenha esclarecido você sobre a importância do papel sublimático, os tipos de papéis comumente vistos, os pontos positivos, as especificações de cada um e como isso influência diretamente na qualidade do seu trabalho. Garantir o êxito e os bons resultados na sublimação é sempre o que queremos.

Vamos por mais e até a próxima!

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